Retro Shunsuke Nakamura Camisola – O maestro canhoto do Japão
Japan - Celtic, Reggina
Poucos futebolistas asiáticos transcenderam fronteiras como Shunsuke Nakamura. Considerado por muitos o maior talento japonês de sempre, este maestro canhoto encantou adeptos da Ásia à Europa com livres directos que pareciam guiados por radar. Steve Perryman afirmou certa vez que Nakamura 'conseguia abrir uma lata de feijão com o pé esquerdo' – uma metáfora que captura a precisão cirúrgica do número 10 nipónico. Único jogador a ser eleito MVP da J.League em mais do que uma ocasião (2000 e 2013), Nakamura tornou-se símbolo de uma geração que abriu as portas do futebol mundial ao Japão. Para os coleccionadores, a retro Shunsuke Nakamura camisola representa muito mais do que tecido: é o testemunho de noites mágicas em Glasgow, golos de livre que silenciaram Old Trafford e o orgulho de toda uma nação. Hoje, como seleccionador da selecção nipónica, continua a moldar o futuro do futebol asiático, mas o seu legado nas camisolas de coleccionador permanece imortal e cada vez mais procurado.
História da carreira
A carreira de Shunsuke Nakamura nasceu nas escolas de futebol de Yokohama e tomou forma nos relvados do Yokohama F. Marinos, clube ao qual estaria emocionalmente ligado durante toda a vida. Estreou-se na J.League em 1997, mostrando desde cedo um pé esquerdo capaz de soluções impossíveis. No ano 2000 conquistou o seu primeiro prémio de MVP da liga japonesa, transformando-se na peça central da nova vaga de talentos do futebol asiático.
Em 2002 deu o salto para a Europa, assinando pela Reggina em Itália, onde lutou contra a despromoção numa Serie A repleta de estrelas mundiais. Apesar do contexto difícil, brilhou com livres memoráveis e canalizou para si os holofotes europeus. O verdadeiro auge chegaria em 2005, com a transferência para o Celtic Football Club, em Glasgow. Vestindo o verde e branco, conquistou três campeonatos escoceses consecutivos (2005-06, 2006-07, 2007-08), duas Taças da Liga e uma Taça da Escócia, sendo eleito Jogador do Ano da Escócia em 2007 – o primeiro asiático a receber tal distinção.
Foi no Celtic Park que escreveu páginas indeléveis na Liga dos Campeões, marcando golos lendários ao Manchester United, incluindo um livre directo no Old Trafford que ainda hoje é estudado pelos especialistas. Após Glasgow, regressou brevemente a Espanha pelo Espanyol antes de voltar ao Yokohama F. Marinos em 2010, onde reconquistaria o título de MVP em 2013 – feito histórico que ninguém mais alcançou. Encerrou a carreira em 2022, vestindo as cores do Yokohama FC, fechando um ciclo de mais de duas décadas como ícone absoluto do futebol nipónico.
Lendas e companheiros de equipa
A trajectória de Shunsuke Nakamura cruzou-se com lendas do futebol mundial e treinadores que moldaram o seu jogo. No Yokohama F. Marinos, Takashi Kuwahara e mais tarde Takeshi Okada – seleccionador histórico do Japão – reconheceram precocemente o seu talento e deram-lhe as chaves do meio-campo. Foi sob a orientação do brasileiro Antônio Carlos Zago que afinou a leitura de jogo na Reggina, partilhando balneário com Shabani Nonda e Mozart.
A passagem pelo Celtic colocou-o ao lado de nomes como Henrik Larsson, embora o sueco já estivesse de saída quando Nakamura chegou. Foi com Gordon Strachan ao leme que viveu os anos dourados, formando dupla criativa com Aiden McGeady e tendo Scott Brown a proteger-lhe as costas. Stilian Petrov, Artur Boruc e Shunsuke compunham a espinha dorsal de uma equipa inesquecível para os adeptos hoops. Os adeptos do Espanyol recordam ainda a sua breve estadia em Cornellà, onde partilhou relva com Iván de la Peña e Raúl Tamudo.
Pela selecção nipónica, Nakamura disputou três Mundiais (2002, 2006, 2010) sob orientação de Philippe Troussier, Zico e Takeshi Okada, sendo peça-chave numa geração que incluía Hidetoshi Nakata, Junichi Inamoto e Keisuke Honda. Hoje, ironicamente, é ele próprio quem ocupa o banco de seleccionador, transmitindo a herança que recebeu dos mestres que conheceu ao longo de uma carreira ímpar.
Camisolas icónicas
As camisolas que vestiram Shunsuke Nakamura ao longo das décadas são tesouros de coleccionador. Os modelos do Yokohama F. Marinos dos anos 90, com o icónico azul tricolor e o emblema da gaivota, são particularmente procurados – sobretudo as edições Mizuno de 1997 a 2001, que marcaram a sua estreia profissional. A camisola da Reggina 2002-04, com o granate sobre o branco e o patrocínio Carrera ou Pomì, simboliza a sua aventura italiana e é hoje uma raridade entre coleccionadores europeus.
O auge encontra-se, porém, nas camisolas verdes e brancas do Celtic 2005-2009, fabricadas pela Nike com o histórico patrocínio Carling – em particular a edição da época 2006-07, ano em que silenciou Old Trafford na Liga dos Campeões. Os modelos da selecção japonesa Adidas de 2002, 2006 e 2010, com o azul-marinho profundo e o samurai branco, completam qualquer colecção dedicada ao mestre nipónico. Cada peça preserva a aura de um futebolista que transformou cada toque numa obra de arte e cada livre num momento de pura magia.
Dicas de colecionador
Os modelos mais valiosos são as camisolas do Celtic 2006-07 e 2007-08, especialmente com o número 25 e o nome 'Nakamura' impressos no dorso. Procure também as edições Yokohama F. Marinos das épocas MVP de 2000 e 2013 – marcos históricos no Japão. Verifique sempre etiquetas Nike, Adidas ou Mizuno originais, costuras simétricas e patrocínios fiéis à época. Camisolas match-worn com certificado valem várias vezes mais do que réplicas. Avalie o estado dos números (descolamentos são comuns) e prefira peças sem amarelecimento nas zonas brancas.