Retro Zinedine Zidane Camisola – O Génio que Encantou o Mundo
France · Juventus, Real Madrid
Há jogadores que jogam futebol. E há Zinedine Zidane, que transformou o futebol em arte. Nascido em Marselha, filho de imigrantes argelinos, Zizou cresceu nos bairros populares de La Castellane e foi ali, entre betão e sonhos, que nasceu um dos maiores futebolistas de todos os tempos. Com uma elegância que parecia desafiar a gravidade, uma visão de jogo sobrenatural e um controlo de bola que deixava adversários imóveis, Zidane não era apenas um médio ofensivo – era um maestro a ditar o ritmo de uma orquestra de onze homens. Três vezes eleito Melhor Jogador do Mundo pela FIFA (1998, 2000 e 2003), vencedor do Ballon d'Or em 1998, campeão do mundo e da Europa com a França – os números dizem muito, mas não dizem tudo. Possuir uma Zinedine Zidane retro camisola é guardar um pedaço desta magia costurado em tecido, uma ligação física ao jogador que fez uma geração inteira acreditar que o futebol podia ser belo, poético e decisivo ao mesmo tempo. A retro Zinedine Zidane camisola é, por isso, muito mais do que um artigo de coleção: é um tributo a uma carreira sem paralelo.
História da carreira
A história de Zidane nos grandes clubes começa em Bordéus, onde se afirmou como um dos médios mais promissores da Europa na primeira metade dos anos 90. Foi ali que o gigante Juventus o foi buscar em 1996, numa transferência que anunciava ao mundo que estava a chegar algo verdadeiramente especial. Em Turim, Zidane atingiu a maturidade plena. Com a Juventus, conquistou duas Séries A consecutivas (1996-97 e 1997-98) e chegou a duas finais da Liga dos Campeões, perdendo ambas de forma dolorosa – primeiro para o Borussia Dortmund, depois para o Real Madrid. Mas o momento que mudou tudo foi o Verão de 1998. No Stade de France, diante de uma Brasil de Ronaldo, Zidane marcou dois golos de cabeça na final do Mundial e conduziu a França ao seu primeiro e único título mundial. O país parou. O seu rosto foi projectado no Arco do Triunfo em Paris. Zizou tornou-se imortal.
Em 2000, chegou mais uma glória colectiva com a vitória no Campeonato da Europa, desta vez em Rotterdam, num torneio onde a França foi simplesmente imbatível. Nesse mesmo ano, o Real Madrid quebrou o recorde mundial de transferências para o contratar por 77,5 milhões de euros – um valor astronómico para a época, mas que rapidamente se revelou uma pechincha. Em Madrid, Zidane encantou o Bernabéu com actuações memoráveis. A sua Liga dos Campeões de 2002 ficou para a eternidade graças a um único momento: uma meia-volea de esquerda – o seu pé 'fraco' – que se tornou possivelmente o golo mais bonito da história da competição. Três La Ligas e uma Champions fazem parte do seu palmarés com as merengues.
A carreira terminou da forma mais polémica possível. Na final do Mundial de 2006, em Berlim, já com 34 anos, Zidane marcou de penálti Panenka para colocar a França na frente. No tempo extra, uma cotovelada a Marco Materazzi após uma provocação verbal resultou numa expulsão que manchou a despedida. A França perdeu nos penáltis. Zidane saiu de campo sem dizer adeus – mas o seu legado permanece intacto, impossível de apagar por um único momento de fraqueza humana.
Lendas e companheiros de equipa
A carreira de Zidane foi moldada por um conjunto extraordinário de companheiros, treinadores e rivais que puseram à prova a sua genialidade. Na Juventus, partilhou o balneário com lendas como Alessandro Del Piero, o elegante avançado italiano que formou com Zizou uma das parcerias mais temidas da Europa, e Didier Deschamps, o capitão incansável que seria mais tarde o seu seleccionador. O treinador Marcello Lippi soube extrair o melhor de Zidane num sistema táctico que lhe dava a liberdade necessária para ser decisivo.
No Real Madrid dos 'Galácticos', Zidane conviveu com Ronaldo Fenómeno, Luis Figo, Roberto Carlos e Raúl – uma constelação de estrelas que exigia personalidade e liderança para não se perder. Zidane nunca se perdeu. Com a França, a cumplicidade com Thierry Henry e David Trezeguet foi fundamental para os títulos de 1998 e 2000, com o trio a combinar velocidade, inteligência e finalizações letais.
Entre os rivais, Roy Keane, Patrick Vieira e Steven Gerrard foram os que mais vezes o tentaram travar – raramente com sucesso. E Materazzi ficou para sempre ligado ao seu nome, não pelo talento, mas pela provocação que desencadeou o momento mais controverso da carreira do francês. Mesmo assim, Zidane manteve sempre uma dignidade e uma classe raras no mundo do desporto.
Camisolas icónicas
As camisolas usadas por Zidane ao longo da carreira são hoje objectos de culto para qualquer coleccionador sério. A icónica camisola preta e branca da Juventus dos anos 96 a 2001 é das mais procuradas – a simplicidade clássica da Juventus combina perfeitamente com a aura atemporal de Zizou, e ver o número 21 ou o nome 'Zidane' nas costas desse equipamento é sentir a nostalgia dos grandes serões europeus de Calcio.
Mas é a camisola branca do Real Madrid que concentra o maior interesse dos colecionadores. O equipamento principal das temporadas 2001-02 a 2005-06, com o escudo dourado e o patrocínio do Siemens Mobile, está associado a momentos históricos – incluindo aquela meia-volea impossível contra o Bayer Leverkusen em Glasgow. As versões de jogo dessa temporada, com a numeração e o nome originais bordados, atingem valores consideráveis no mercado de colecionismo.
A camisola azul da seleção francesa é igualmente icónica. O equipamento que Zidane vestiu nas finais do Mundial de 1998 e no Euro 2000 representa o pico de uma geração dourada, e é muito procurada por adeptos franceses e por qualquer apreciador da história do futebol mundial. Uma retro Zinedine Zidane camisola em bom estado de conservação, com detalhes autênticos da época, é sempre uma peça nobre em qualquer coleção.
Dicas de colecionador
Ao escolher uma Zinedine Zidane retro camisola, há vários factores que determinam o seu valor e autenticidade. As versões 'player issue' ou de jogo, com numeração bordada e tecido de maior qualidade, são as mais valiosas. As temporadas mais procuradas são a 2001-02 do Real Madrid (Champions League), a Juventus de 96-97 e o equipamento da França de 1998. Verifique sempre a qualidade das costuras, a autenticidade dos emblemas e, se possível, peça certificado de origem. Camisolas em estado 'mint' (nunca usadas, com etiquetas) valem substancialmente mais do que as usadas, mas uma camisola de jogo com algum desgaste pode ter um valor histórico e emotivo insubstituível.